Desde a Antiguidade até aos dias de hoje, diversos filósofos se questionaram e continuam a questionar sobre a possibilidade de assegurar a verdade daquilo que se considera conhecimento.
Este conhecimento pode ter objetos tão variados como as propriedades dos objetos dos quais pretendemos ter conhecimentos científicos, Deus, ou até mesmo o próprio estatuto metafísico desses objetos, isto é, como fora da mente, disponível no mundo para que possamos conhecê-los. Alguns dos filósofos que se propuseram a responder a estas questões julgam que é impossível obter esta segurança – os céticos; outros, que é possível ultrapassar os obstáculos que os céticos colocam à obtenção dessa segurança. Neste curso, pretende-se, em primeiro lugar, abordar a origem destes questionamentos na Antiguidade e distinguir os tipos de ceticismo que se formaram a partir das respostas (céticas) aos mesmos. Em segundo lugar, abordaremos a retomada da filosofia cética na Modernidade, após um período de ‘adormecimento’ na Idade Média, as suas motivações e especificidades que o tornam singular e distinto do ceticismo antigo. Por último, pretende-se dar a compreender de que modo se pode considerar que pelas suas respostas tanto aos céticos antigos como modernos, os filósofos céticos dos dias de hoje devem tanto a uns quanto a outros.