O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, e O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, são dois clássicos da literatura mundial que ultrapassam as suas inscrições seculares, persistindo numa proximidade franca e pertinente à realidade de inúmeros leitores contemporâneos. Enquanto Oscar Wilde, que era irlandês, elaborou, no século 19, discursos atravessados pelo moralismo vitoriano, o estadunidense F. Scott Fitzgerald, por sua vez, registrou a década de 1920 em seus escritos, sublinhando as convulsões sociais do período. Assim, o curso apresenta-se como uma examinação dos romances de Wilde e Fitzgerald, buscando pontos de diálogos e distanciamentos. Amparado pelo criticismo de figuras brasileiras e internacionais, o aluno será familiarizado com a história informativa dos textos, isto é, com os elementos (internos) de representação literária, assim como fatores (externos) da progressão histórica imbricados à sua tessitura. Durante o percurso intelectual da obra-prima de cada autor, acompanharemos as pautas centrais das narrativas, investigando e efetuando relações significativas para sua interpretação.