Pensar e definir hoje uma escola contemporânea passa, necessariamente, por pensar em uma escola inclusiva. Parece-nos inquestionável que a pauta da inclusão escolar está no foco das atenções na educação básica brasileira. No entanto, a construção efetiva de práticas educacionais inclusivas ainda é um grande desafio que gera dúvidas e angústias nos diferentes atores que compõem a escola. Nos últimos anos, desde da aprovação da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) em 2015, houve um fortalecimento do conceito de educação inclusiva nas escolas do Brasil e, consequentemente, um aprofundamento das demandas que esta forma de pensar o espaço escolar apresenta para os educadores. Pensar em inclusão é possibilitar a construção de espaços onde seja possível contemplar as singularidades de cada aluno dentro de um ambiente coletivo; é criar salas de aulas que caibam todos os mundos, compreendendo os mesmos como ambientes de tradução entre culturas, entre experiências, entre formas de vida diferentes. Uma vez que as escolas são formadas por pessoas e, portanto, são essas pessoas que são responsáveis por criar estratégias e recursos que auxiliem a aprendizagem dos estudantes em situação de inclusão, é fundamental pensar sobre a formação dos profissionais da escola. Que os educadores possam se sentir capazes de construir estratégias e recursos inclusivos efetivos. Uma vez que entendemos que não há respostas prontas, acreditamos ser fundamental a existência de um espaço para aprofundar o conhecimento sobre diferenças, deficiência, inclusão, adaptação de material, ensino para todos, acessibilidade, e fomentar a discussão de ideias a fim de possibilitar mudanças reais na escola.