Introdução
A inteligência artificial já faz parte do cotidiano de organizações de impacto, mas sua adoção ainda acontece, em muitos casos, de forma reativa, baseada em tendências ou no uso isolado de ferramentas. O desafio central hoje não é aprender a usar IA, mas a tomar decisões qualificadas sobre se, quando, como e por que utilizá-la, de maneira alinhada à estratégia institucional, à missão e aos princípios de impacto socioambiental.
A 3ª edição do curso IA para Gestão Responsável de Impacto Socioambiental foi desenhada para apoiar lideranças e equipes de organizações de impacto (negócios sociais, impact techs, ONGs, áreas de ESG de empresas e governo) na construção de critérios claros para a adoção responsável de inteligência artificial, combinando visão estratégica, análise crítica e aplicação prática.
O curso aborda a IA como ferramenta de gestão, apoio à tomada de decisão e alavanca para a geração de impacto, explorando tanto aplicações voltadas à estratégia, governança e processos quanto usos diretamente conectados à atividade-fim das organizações. Ao longo da formação, os participantes analisam casos reais, experimentam tecnologias e debatem os dilemas éticos, sociais e ambientais associados ao uso da IA.
A inteligência artificial é apresentada como uma tecnologia sociotécnica, que carrega escolhas humanas, vieses e impactos, exigindo uma abordagem responsável, contextualizada e crítica. A proposta do curso é fortalecer o letramento estratégico em IA, capacitando os participantes a fazerem escolhas conscientes, alinhadas aos seus objetivos de impacto.
A jornada formativa combina aulas síncronas, estudos de caso, demonstrações práticas, debates orientados e mentorias aplicadas apoiadas por um ambiente online assíncrono e gamificado, que estimula a experimentação, a troca entre pares e a aplicação dos conteúdos à realidade de cada participante.
Objetivo
Ao final do curso, os participantes serão capazes de:
Compreender os fundamentos da inteligência artificial e seus principais tipos;
Tomar decisões qualificadas sobre se, quando, como e por que utilizar IA em organizações de impacto;
Identificar riscos, limites, vieses e implicações éticas, sociais e ambientais do uso da IA;
Aplicar princípios de gestão e governança responsável de IA;
Utilizar engenharia de prompts de forma estratégica;
Conhecer e experimentar ferramentas emergentes de IA, automações, arquiteturas assistivas e agentes;
Analisar casos reais de uso de IA aplicados à gestão e à atividade-fim de organizações de impacto;
Traduzir o uso da IA em decisões práticas alinhadas à missão e à geração de impacto socioambiental.
Público-Alvo
Profissionais do terceiro setor, do setor privado, do chamado setor 2.5 e do setor público que desejam liderar iniciativas de impacto socioambiental positivo.
Metodologia
Aulas ao vivo pela plataforma Zoom. As aulas serão gravadas e ficarão disponíveis por até 2 meses após o término do curso.
O curso adota uma metodologia aplicada, orientada à tomada de decisão e à experimentação prática, combinando encontros síncronos, mentorias e um ambiente online assíncrono e gamificado. Ao todo, a formação possui carga horária total de 35 horas.
A jornada formativa inclui 6 aulas síncronas, realizadas ao vivo via Zoom, com foco na apresentação de conceitos-chave, análise de cenários, debates orientados e estudo de casos reais de uso de inteligência artificial no campo do impacto socioambiental, com exemplos de negócios de impacto envolvidos em programa Yunus*. O curso conta ainda com 3 mentorias síncronas, também realizadas via Zoom. As mentorias são espaços de aplicação prática, reflexão estratégica e troca entre pares.
As 17 horas restantes são realizadas em um ambiente online assíncrono e gamificado, que oferece conteúdos complementares e materiais de aprofundamento. Esse ambiente foi desenhado para estimular a aprendizagem contínua, a autonomia e a aplicação dos conteúdos à realidade de cada participante, ampliando o impacto da formação para além dos encontros ao vivo.
*Muhammad Yunus foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz. O economista bengalês concebeu as microfinanças no mundo e popularizou os negócios sociais como organizações que visam ao impacto socioambiental positivo, ao mesmo tempo em que visam ao lucro, o qual deve ser totalmente aplicado na organização para manter, aprimorar e escalar a operação. Para saber mais: Borio, 2024; Mello, 2018.
Horário e Investimento